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MARIA NOBRE - EDUCAÇÃO INFANTIL

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR NA CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - UFC
INSTITUTO UFC VIRTUAL
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO ESCOLAR


MARIA DAS DORES NOGUEIRA NOBRE



O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR NA CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO









FORTALEZA-CEARÁ
2012
MARIA DAS DORES NOGUEIRA NOBRE






O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR NA CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO


Trabalho de Conclusão de Curso submetido à Coordenação do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Gestão Escolar da Universidade Federal do Ceará como requisito parcial para obtenção do título de Especialista.



Orientadora: Profa. Jocyana Cavalcante



                                 



FORTALEZA-CEARÁ
2012
MARIA DAS DORES NOGUEIRA NOBRE

O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR NA CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO


Trabalho de Conclusão de Curso submetido à Coordenação do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Gestão Escolar da Universidade Federal do Ceará como requisito parcial para obtenção do título de Especialista.


Orientadora: Profa. Jocyana Cavalcante



Apresentado em: ______/_______/_______



BANCA EXAMINADORA


                                   __________________________________________________________
                                           Prof. Dr. ..............................(Orientador)
            Universidade Federal do Ceará (UFC)



______________________________________________________
Profa. Dra. .......................................
Universidade Federal do Ceará (UFC)



























Dedico este trabalho:

A  meu saudoso e amado esposo: Plauto Araújo. Pelos mentos de alegria, companheirismo e angústias compartilhadas.

A meus saudosos e queridos sobrinhos: Samuel e Edimar.  Vocês são minha fonte de inspiração e alegria

Amo vocês. Para sempre os amarei.





























Agradeço:
Ao Senhor meu Deus, que sempre tem cuidado de mim, dando-me forças para vencer as dificuldades.
À minha querida mãe: dona Maria Nogueira, por sua ternura, compreensão e carinho, por muitas vezes ter abdicado de seus sonhos para que os meus fossem realizados.
Aos meus irmãos: Rita, Assis, Mário e Nina.  Minha eterna gratidão por estarem sempre ao meu lado. Vocês são meu referencial, meu porto seguro.
À amiga Flavia, pelo incentivo.
Às mestras: Sinara Duarte e Jocyana Cavalcante, por suas prestimosas ações e postura conduzindo o trabalho docente com precisão e eficiência. 






































É preciso que todos funcionem como uma orquestra: afinados em torno de uma partitura e regidos pela batuta de um maestro que aponta como cada um entra para obter um resultado harmônico. Esse maestro é o gestor. E a partitura, o projeto pedagógico da escola, um arranjo sob medida para os alunos e que é referencia para todos.’

(Vieira, 2002, p, 88).

RESUMO
O presente trabalho é fruto de observações in locu, nas Instituições de Ensino no municipio de Ibicuitinga, e tem como finalidade refletir o papel do gestor escolar na elaboração do projeto político pedagógico fazendo uma relação entre estes e  estudos de obras importantes como as de Karina Rizek (Coleções de Estudo do Curso proinfantil), Documentos oficiais,  Orientações Curriculares e Diretrizes Nacionais para a  Educação.  Elegeu-se como temática O Papel do Gestor Escolar na Construção do Projeto Político Pedagógico por ser esta uma das questões que angustia todos aqueles que se interessam em fazer uma gestão democrática, includente e de qualidade nas redes de ensino.  Pretendemos por meio deste trabalho, refletir sobre alguns subsídios necessários a construção do Projeto Politico Pedagógico bem como o papel do gestor escolar diante desta missão. Apresentaremos normas e referências que podem subsidiar a  elaboração e organização de trabalhos. Pretendemos ainda, por meio deste  e levar discussões criticas sobre o assunto, de sorte que os leitores venham compreender o conceito de “Projeto Politico Pedagógico” e os princípios que devem nortear sua elaboração, implementação e avaliação. O trabalho está dividido em três capítulos que tratam do  desenvolvimento do projeto politico pedagógico, do papel do gestor, e da importância de se ter  a família como parceira no processo de construção do projeto politico pedagógico.  Ressalta-se ainda que, este trabalho não desejou assumir uma postura contra o trabalho desenvolvido no município. A apreciação dos fatos distribuídos ao longo  de três capítulos não se propõe a acusar, desqualificar e muito menos taxar de bom ou ruim a ação desenvolvida pelos gestores no que diz respeito ao seu desempenho na elaboração do projeto político pedagógico. O propósito foi de levar junto a comunidade escolar algumas contribuições para o desempenho e desenvolvimento de ações concernentes a esta tão grande missão que é a elaboração coletiva e democrática do projeto político pedagógico nas instituições escolares.



PALAVRAS- CHAVE: Gestão /  Escola / Democracia / Currículo / Proposta / Projeto / Político / Pedagógico / Ação/ Estudo / Pesquisa /




ABSTRACT
The present work is the result of observations in locus, in universities and colleges in the city of Ibicuitinga, and aims to reflect the role of the school manager in the preparation of making a political pedagogical project and the relationship between these studies important works such as Karina Rizek (Collections Study Course proinfantil), Official Documents, Curriculum Guidelines and National Guidelines for the Early Childhood Education. Was chosen as its theme The Role of School Construction Manager of Project Political because this is one issue that distresses those who are interested in making a democratic, inclusive and quality in public education. We intend through this work, reflect on some subsidies needed to build the Political Pedagogical Project and the role of the school manager before this mission. Present standards and benchmarks that can support the development and organization of work. We also intend, through this discussion and take criticism on the subject, so that readers will understand the concept of "Pedagogical Political Project" and the principles that should guide their development, implementation and evaluation. The work is divided into three chapters dealing with the political pedagogical project development, the role of manager, and the importance of having the family as a partner in the process of building the political pedagogical project. It is worth noting that this work did not wish to take a stand against the work in the city. The appreciation of the facts spread over three chapters does not intend to accuse, discredit and much less taxing for good or bad action developed by managers in respect to its performance in developing the political pedagogical project. The purpose was to bring together the school community some contributions to the development of performance and actions concerning this big mission is to develop collective and democratic political pedagogical project in early childhood institutions.



KEYWORDS: Management / School / Democracy / Curriculum / Proposal / Project / Policy / Teaching / Action / Study / Research /






SUMÁRIO


1 - INTRODUÇÃO ..........................................................................................................09
2 - DESENVOLVIMENTO.............................................................................................12
2.1 - O DESENVOLVIMENTO DO PROJETO POLITICO PEDAGÓGICO.........12
2.2 – O PAPEL DO GESTOR NA CONSTRUÇÃO DO PROJETO
POLÍTICO PEDAGÓGICO.......................................................................................... 18
2.3 - A FAMILIA COMO PARCEIRA NA CONSTRUÇÃO DO PROJETO     
POLÍTICO PEDAGÓGICO...........................................................................................24
3 -  CONCLUSÃO............................................................................................................29
4 - REFERÊNCIAS .........................................................................................................32









1       - INTRODUÇÃO                                                                                 
            O trabalho  do gestor escolar  frente á construção do Projeto Político Pedagógico há muito vem ganhando importância no cenário educacional, prova disso é que esse assunto vem sendo pauta dos discursos políticos nacionais da educação, além de constantemente estarem sendo publicados importantes trabalhos trazendo reflexões sobre o tema. Mas paralelo a esse progresso, ainda existe um problema que cada vez mais preocupa aqueles que se interessam pela qualidade da educação: O Projeto Político Pedagógico ainda vem sendo elaborado por técnicos das secretarias municipais de educação que o executam de maneira mecânica sem levar em consideração a realidade e necessidade de cada escola, e neste sentido  descarta-se  a participação da comunidade. Em situações como esta não se pode dizer que o gestor desenvolve na escola a tão sonhada e necessária gestão política democrática e includente.
            Pretende-se por meio deste trabalho analisar o papel dos gestores enquanto líderes e mediadores no processo de construção do Projeto Político Pedagógico. Pois se há gestão democrática, certamente haverá  a participação de todos neste processo, e mesmo que não se tenha um Projeto “perfeito”, pois este nunca estará pronto e acabado, mas certamente os integrantes da escola serão pessoas com mais aptidão para a reflexão e auto avaliação, e serão mais tolerantes as mudanças da sociedade. 
            O gestor escolar deve entender claramente que a construção deste tão importante documento que é o Projeto Político Pedagógico deve ser pautada em bases democrático-participativas, como parte constitutiva da afirmação da autonomia de toda a comunidade escolar e, sobretudo, da atuação articulada entre a ação dos professores e os processos formativos dos alunos, tendo em vista a consecução dos fins da educação escolar no que tange à efetivação da educação como um bem público e direito universal.

            A problemática em que se encontra a gestão escolar no processo de construção  democrática do Projeto Político Pedagógico sofre com intempéries que não se encontram na uniformidade de causas, não tem um motivo único que seja responsável ou corresponsável pela inviabilização da participação ativa da comunidade escolar na elaboração de políticas pedagógicas que regem o dia a dia escolar. Entretanto, para que tenhamos êxito em relação a este causa vejamos o diz LÜCK (2006, p. 41)
 “A gestão democrática ocorre na medida em que as práticas escolares sejam orientadas por filosofia, valores, princípios e idéias conscientes, presentes na mente e no coração das pessoas, determinando o seu modo de ser e de fazer”. Nesse sentido, a nova maneira de organizar e pensar a gestão democrática conta com um instrumento fundamental ao incremento da participação que é o projeto político pedagógico.”

            Tendo em vista que o Projeto Político Pedagógico é a alma da escola e que deve ser construído de acordo com a realidade, traçando metas e objetivos que visem à melhoria da comunidade escolar, este jamais poderá  nascer  uma ação individualista e sim coletiva.  Neste sentido, cabe ao Gestor buscar parcerias com a equipe escolar, para a construção de um projeto coletivo, no qual haja participação ativa de todos os envolvidos no processo educativo e não tentar fazer sozinho ou “comprar’ um trabalho que obrigatoriamente deve ser feito de forma coletiva e democrática. Se o Gestor escolar agir dessa maneira levará a escola ao alcance dos seus ideais e certamente poderá consolidar sua democratização.
            É importante ressaltarmos que nas últimas décadas temos tido um salto qualitativo nas políticas educacionais  no que diz respeito a  gestão escolar democrática  e suas implicação no processo de construção do Projeto Político Pedagógico.  Porém destaca-se  como um dos maiores desafios do gestor em relação a esta temática  a consciência de não transformar essa ação construtora à perspectiva da mera elaboração de documento. Outro fator de suma importância é o fato de gerir esta situação com autenticidade e dinamismo, não permitindo que o mesmo seja concebido como um simples documento para ser “guardado na gaveta”.
            Se o Projeto politico pedagógico não tiver em constantes revisões e avaliações pelos vários segmentos da escola, a fim de assegurar sua dinamicidade em relação aos desafios permanentemente apresentados ao trabalho pedagógico, assegura-se que nada valeu o esforço de o terem elaborado. Vasconcellos (1995, p. 52) ressalta a importância da participação coletiva, quando diz:
Mais importante do que ter um texto bem elaborado, é construirmos o  envolvimento e o crescimento das pessoas, principalmente dos educadores, no processo de construção do projeto, através de uma participação efetiva naquilo que é essencial na instituição. Que o planejamento seja do grupo e não para o grupo. Como sabemos o problema maior não está tanto em se fazer uma mudança, mas em sustentá-la. Daí a essencialidade da participação.

            A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, determina  a incumbência das instituições educativas de elaborarem suas propostas pedagógicas. Essa determinação legal foi um grande avanço para que todas as modalidades de ensino fossem contempladas na elaboração do Projeto Politico Pedagógico. Lamenta-se muito que paralelo a esta evolução, ainda vemos o descaso por parte de alguns  gestores que sem nenhum constrangimento deixam de incluir em suas propostas de trabalho o currículo da educação infantil, ficando esta modalidade a mercê de atividades do ensino fundamental, o que considera-se um erro gravíssimo, pois segundo as orientações curriculares nacionais para a educação infantil (pg. 108) cabe as instituições de educação infantil proporem atividades que se articulem, mas não se antecipem ao ensino fundamental. Percebe-se, portanto a imensa responsabilidade com que se deve gerir uma instituição escolar, e como resultado desta ação teremos a tão sonhada Educação Universal e de Qualidade para todos.

            Cabe ao gestor intermediar a elaboração proficiente de ações pedagógicas que contemplem de forma especificas  á todas as modalidades de ensino presentes na instituição escolar. Neste caso gerir de forma democrática o Projeto politico Pedagógico  pode contribuir para o desenvolvimento de um trabalho de qualidade nessas instituições. Entretanto, para que esta ação se concretize em uma conquista efetiva, precisa passar da determinação à concretização. E o gestor tem um papel imprescindível nesse processo. 




2         DESENVOLVIMENTO


2.1              - O DESENVOLVIMENTO DO PROJETO POLITICO PEDAGÓGICO

              A implementação e avaliação de Projeto Politico Pedagógico podem nos auxiliar a traçar metas para o trabalho, contribuindo para uma prática mais reflexiva e com objetivos definidos. Então podemos afirmar que a elaboração de um Projeto Politico Pedagógico é mais que um convite, é uma aposta que envolve a todos os segmentos escolares.  
Antes de abordarmos o desenvolvimento do Projeto Politico Pedagógico, faz-se necessário refletir um pouco sobre questões ligadas a gestão escolar, pois sem a mesma não se pode assegurar que a elaboração do Projeto Politico Pedagógico aconteça de forma adequada.    Mas, então, o que Gestão? Segundo LOPES e MENDES  Gestão é o ato de administrar, gerenciar ou dirigir empresas, bens, serviços, escolas, cidades ou mesmo um país por determinado período. Estudando o tema gestão escolar, para melhor entender a função do gestor, na elaboração proficiente do Projeto Politico Pedagógico, concordamos com as autoras quando dizem que:

O gerente, administrador ou gestor deve ser capaz de organizar, relacionar, refletir e analisar a melhor forma de cuidar do setor que ele administra para que consiga êxito no que se propõe a fazer. A administração é uma Atividade produzida pelo homem e que se ocupa com a organização do esforço coletivo, isto é, com a organização do trabalho na sociedade.”  
LOPES e MENDES (2006. P. 12).


            Observando o contexto histórico e social das mais variadas formas de gestão, percebe-se que desde os anos 80, este tema, bem como sua autonomia vem ganhando destaque nos debates políticos e pedagógicos sobre a escola pública. Isso vem acontecendo graças à luta pela construção de uma sociedade democrática, que desencadeou uma das maiores  vitórias das escolas públicas que foi a conquista da liberdade de ação e de decisão em relação aos órgãos superiores da administração e a maior participação da comunidade escolar nos espaços de poder da escola, por meio de instâncias como os conselhos de escola. Foi ainda neste mesmo período, que se disseminou o processo de democratização política da sociedade brasileira e isso fez com que o gestor  escolar assumisse uma postura de educador.
            Ao lermos e refletirmos as coleções de estudo proinfantil volume II – módulo III entende-se em suas entrelinhas que as discussões que originaram a reflexão sobre como deve ser construído o Projeto Politico Pedagógico escolar, surgiram do princípio de que formas descentralizadas de prestação de serviços públicos seriam mais democráticas, fortalecendo e consolidando a democracia no país.   Com esta meta, buscavam portanto, elevar os níveis reais de bem-estar da população. Acreditava-se ainda que as reformas do Estado em direção à descentralização seriam, portanto, desejáveis, pois viabilizariam a concretização de idéias progressistas, como eqüidade, justiça social, redução do clientelismo e aumento do controle social sobre o Estado.  
            Como resultado das ações descritas, hoje percebemos que o Projeto Politico Pedagógico está sendo melhor construído, pois o gestor dos tempos atuais  tem consciência de que seu papel é importantíssimo na construção deste, e logo assume uma postura de líder e intermediador do processo de elaboração do mesmo.
            Acredita-se que nos dias de hoje o Projeto Politico Pedagógico vem realmente sendo entendido por todos os gestores, como sendo um documento norteador das ações sócio – pedagógicas desenvolvidas na instituição educacional e que o mesmo deve ser desenvolvido, concebido e avaliado pela equipe docente, respeitando os princípios éticos, políticos e estéticos nas Diretrizes Curriculares Nacionais  e as normas do respectivo sistema, em articulação com a comunidade institucional local. Mas paralelo a esse avanço  persistem resquícios de uma cultura errônea na qual ainda temos o constrangimento de ver que ainda existem gestores pagando  equipes extra escolares para “copiarem’’  seu   Projeto Politico Pedagógico e lamentavelmente nas escolas que assim procedem, o projeto não passa de uma mera atribuição burocrática do gestor.
            Para que o gestor escolar não proceda de maneira equivocada, é necessário que o mesmo entenda o conceito  de VEIGA sobre quais as características que um bom projeto politico pedagógico deve apresentar:   
... ser processo participativo de decisões; preocupar-se em instaurar uma forma de organização de trabalho pedagógico que desvele os conflitos e as contradições; explicitar princípios baseados na autonomia da escola, na solidariedade entre os agentes educativos e no estímulo à participação de todos no projeto comum e coletivo;  conter opções explícitas na direção de superar problemas no decorrer do trabalho educativo voltado para uma realidade especifica e explicitar o compromisso com a formação do cidadão.
(Veiga, 2001, p. 11)

            Para que tenhamos um Projeto Politico Pedagógico de qualidade é necessário que este, seja elaborado dando ênfase as ações previstas nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação, também a equipe envolvida na elaboração deste deverá conhecer e considerar o meio sócio-cultural em que  a escola está inserida, pois são estes conhecimentos que devem  instrumentalizar a ação do gestor, e as expectativas do colegiado de professores servem como referencia para a pratica educativa.
            É válido afirmar também que na elaboração proficiente do Projeto Politico Pedagógico devemos entender que são imprescindíveis  categorias curriculares para organizar as ações: ( O quê? Para quê? Por quê?). Também é cabível que sejam traçadas metas que fortaleçam vínculos afetivos e troca de conhecimentos entre professores e alunos. Para tanto se faz  necessário também que os envolvidos neste processo conheçam nos Referenciais Curriculares Nacionais para que possam fundamentar as sugestões metodológicas.  Nesse processo é  importante que se opte  por uma metodologia que se garanta o direito de aprender e não apenas que se repasse conteúdos.
            A construção do Projeto Politico Pedagógico proporciona possibilidades de  reflexão do gestor e professores  sobre a  prática educativa, de maneira que venham atuar cada vez melhor, em prol de uma educação universal e de qualidade, tornando assim a instituição educacional um espaço dinâmico e vivo no qual os alunos alcancem o desenvolvimento integral de suas potencialidades, crescendo como cidadãos cujos direitos são reconhecidos e respeitados.
            Moacir Gadotti afirma que o Projeto Politico Pedagógico é um documento que além de direcionar as ações pedagógicas e educativas de uma Instituição de Ensino, representa o resultado de estudos e participação de seus autores. O mesmo constitui-se em um instrumento teórico metodológico  que visa ajudar a enfrentar os desafios do cotidiano escolar de forma sistematizada, consciente e democrática. Mas, para que tenhamos êxito na elaboração do Projeto Politico Pedagógico, devemos pensá-lo e compreender seu processo de execução com uma visão mais holística. É imprescindível que assim como  Moacir Gadotti, os autores do  Projeto Politico Pedagógico entendam que: 
“Todo projeto supõe “rupturas” com o presente e “promessas” para o futuro. Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se, atravessar um período de instabilidade e buscar uma nova estabilidade em função da promessa que cada projeto contém de estado melhor que o presente. Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente a determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis os campos de ação possível, comprometendo seus atores e autores.”  (2000, p.56).


            Que a gestão democrática é sem dúvidas, o caminho mais acertado para a  elaboração proficiente  do  Projeto Politico Pedagógico isso não se duvida. Entretanto devem seus autores saberem que, este não é um mero documento que deve estar engavetado, guardado a sete chaves a espera de uma fiscalização na escola.  O Projeto Politico Pedagógico é vivo e dinâmico. Tanto é verdade essa afirmação que o mesmo também é entendido e descrito popularmente como  sendo a alma da escola e o retrato do gestor.  Portanto, nunca estará pronto e acabado. Devendo ser reestruturado sempre que necessário. Afirma-se, portanto que a elaboração, execução, avaliação e as prováveis reelaborações deste, é o caminho mais acertado para reinventar a escola, ressignificando suas finalidades e objetivos.                         
Entre tantos benefícios que a construção do  Projeto Politico Pedagógico trás a instituição escolar, citamos a possibilidade de construir uma cultura avaliativa que propicia à escola questionar o seu papel e comprometer-se com a construção e socialização de um conhecimento emancipatório.

            Ao elaborar este documento deve explicitar de forma clara e precisa as características que os integrantes da escola pretendem construir na unidade e qual formação querem para quem ali estuda. No entanto para se elaborar o Projeto Politico pedagógico com eficiência a equipe escolar, a comunidade o gestor deverão  proporcionar estratégias que levem seus integrantes a discernir como transformar sua realidade cotidiana em algo melhor.

Conforme afirma Veiga (1998), o projeto pedagógico não é um conjunto de planos e projetos de professores, nem somente um documento que trata das diretrizes pedagógicas da instituição educativa,
“mas, um produto específico que reflete a realidade da escola, situada em um contexto mais amplo que a influencia e que pode ser por ela influenciado". Portanto, trata-se de um instrumento que permite clarificar a ação educativa da instituição educacional em sua totalidade. O projeto pedagógico tem como propósito a explicitação dos fundamentos teóricos-metodológicos, dos objetivos, do tipo de organização e das formas de implementação e de avaliação institucional (VEIGA 1998, p. 11-113).
            O processo de elaboração e implantação do projeto pedagógico é complexo e dúvidas sempre aparecem no caminho. Mas, quando o mesmo é elaborado dentro de uma gestão democrática, desperta em seus integrantes a sensibilidade de que este transcende um mero ato burocrático; possibilitando assim o entendimento de que sua elaboração não signifique nada além de um papel a ser engaveta para apresentá-lo em casos de fiscalização. Mas, para isso é necessário que todos enxerguem de forma clara qual é o foco de trabalho da instituição.  Neste sentido, deve o gestor concordar com  Vasconcellos (1995), quando faz a seguinte afirmativa sobre o  projeto pedagógico  
‘...é um instrumento teórico-metodológico que visa ajudar a enfrentar os desafios do cotidiano da escola, só que de uma forma refletida, consciente, sistematizada, orgânica e, o que é essencial, participativa. E uma metodologia de trabalho que possibilita resignicar a ação de todos os agentes da instituição” (p. 143).

            Dentro desta expectativa é válido salientar o Projeto Político Pedagógico deve ser entendido também como sendo um plano global da instituição que pode ser percebido como a sistematização, nunca definitiva, de um processo de Planejamento, que se aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar. E um instrumento teórico-metodológico para a intervenção e mudança da realidade.
            Gerir de forma democrática a construção do Projeto Politico Pedagógico escolar, supõe definir previamente  para a comunidade escolar como o mesmo será elaborado e como se desenvolverão as práticas pedagógicas para que os alunos  e suas famílias sejam incluídas em uma vida de cidadania plena.
            Para que o Projeto Politico Pedagógico tenham qualidade e necessário ainda que sua elaboração seja pautada e fundamentada nos seguintes princípios: Princípios Éticos da Autonomia, da Responsabilidade, da Solidariedade e do Respeito ao bem comum; Princípios Políticos dos Direitos e Deveres de Cidadania, do Exercício da Criticidade e do Respeito à Ordem Democrática;  Princípios Estéticos da Sensibilidade, da Criatividade, da Ludicidade, da Qualidade e da Diversidade de manifestações Artísticas e Culturais.
            Neste longo e complicado processo de elaboração do Projeto Politico Pedagógico cabe a cada escolar explicitar o reconhecimento da importância da identidade pessoal dos alunos, suas famílias, professores e outros profissionais bem como e a própria identidade da unidade educacional no contexto de suas organizações.
            Segundo as autoras LOPES, MENDES e FARIA (proinfantil) a construção da Proposta Pedagógica  ou Projeto Politico Pedagógico devem ir além da organização de conteúdos.
“... devem promover, em suas práticas de educação e cuidados, a integração entre os aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivo/lingüísticos e sociais da criança, entendendo que ela é um ser total, completo e indivisível.   
Desta forma ser, sentir, brincar, expressar-se, relacionar-se, mover-se, organizar-se, cuidar-se, agir e responsabilizar-se são partes do todo de cada indivíduo, menino ou menina, que desde bebês vão, gradual e articuladamente, aperfeiçoando estes processos nos contatos consigo próprios, com as pessoas, coisas e o ambiente em geral.”         
(COLEÇÃO PROINFANTIL: mód.3 Und.4  : p22)




































2.2  – O PAPEL DO GESTOR NA CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

Partindo do princípio de que o gestor  pedagógico é um dos profissionais de fundamental importância na escola, entende-se que cabe a ele de forma democrática articular ações empreendedoras para a melhoria da qualidade da educação.  Afirma-se, portanto, que o trabalho desenvolvido pelo gestor escolar tem contribuído bastante para a práxis pedagógica, uma vez que o mesmo na sua função articuladora não deve oferecer receitas prontas, porém conceber  através do diálogo, sugestões e troca de saberes, ações que viabilizem o crescimento do grupo e, por conseguinte, a melhoria do ensino – aprendizagem.
Entretanto queremos neste trabalho  frisar a importante função do gestor na construção do Projeto Politico Pedagógico. Não que sua função seja menos importante em outras tarefas, mas por ser esta uma questão crucial no trabalho junto a todos os segmentos escolares.  Mas, para entendermos a função do gestor frente à elaboração do Projeto Politico Pedagógico é de suma importância que entendamos o conceito de  Gestão Escolar. Ora este tema vem aos poucos evoluindo, porém esta pouca evolução já permite a comunidade  pensar em gestão no sentindo de conduzir a instituição procurando  repensar / desenvolver  estratégias  com  intento de uma democratização da gestão educacional.                                                                                                                                               Desde a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), em 1996, toda escola precisa ter um projeto político pedagógico. E é função obrigatória  do gestor escolar gerir a equipe escolar de forma democrática na elaboração do Projeto Político Pedagógico.  Diante disso é válido afirmar que as políticas públicas educacionais apresentam um novo olhar sobre a função do gestor escolar. Porém é imprescindível que se diga isso, sem  pretensão de julgar o trabalho do gestor ou mesmo justificar algumas intempéries que alguns ainda cometem.
Nos dias atuais é necessário o gestor compreender e fazer compreender  a importância do Projeto Político Pedagógico nas ações realizadas em todos os segmentos da instituição de  ensino, mas, para gerir o projeto pedagógico de forma democrática, o gestor escolar enfrenta grandes desafios: Entre tantos, citamos a participação de todos os atores sociais envolvidos na escola e principalmente as famílias. Mas, se a participação das famílias nos processos decisórios escolares ainda não é reconhecida, aceita e desejada em toda sua plenitude, cremos que esta ação está sendo dirigida de forma errada.  Nste sentido concordamos com  Vasconcellos  (1995) quando diz que:
O Projeto Pedagógico [...] é um instrumento teórico-metodológico que visa ajudar a enfrentar os desafios do cotidiano da escola, só que de uma forma refletida, consciente, sistematizada, orgânica e, o que é essencial, participativa. É uma metodologia de trabalho que possibilita re-significar a ação de todos os agentes da instituição (p.143).

É bem verdade que ainda há muita resistência  no que diz respeito à execução real da gestão democrática, pois a vivência da mesma agrada aos “subalternos”e não aos gestores maiores. Nota-se claramente nas ações corriqueiras  do dia-a-dia o  desconforto por parte dos denominados “funcionários de confiança ou nomeados / gestores”, pois  alguns destes ainda confundem  autoridade com autoritarismo. Logos pensam que “a gestão democrática irá desprovi-los de vossa  autoridade”.
Posso ressaltar com convicção  que o  tema GESTÃO ESCOLAR DEMOCRÁTICA vem sendo  discutido  de forma um pouco receosa e não com   a  veracidade que deveria ser. Provavelmente por ser este um assunto que nos induz a prováveis mudanças  e consequentemente  estas mudanças trarão a descentralização do poder, e a obrigação de um trabalho realizado com participação de todos os segmentos da escola e da comunidade, e infelizmente isto não agrada a alguns gestores que são nomeados com base apenas em questões eleitoreiras e não na qualidade educacional..
Tomando com base a realidade das escolas públicas, podemos afirmar que  os princípios e mecanismos da gestão democrática escolar, bem como suas implicações nas ações e decisões dos gestores precisam ser urgentemente repensadas. Pois, ainda não é levado em total consideração a grande relevância  da participação da comunidade nos processos decisórios. Desconsideram  portanto, que esta ação  seja de grande proeminência  para o início de uma transformação,  que deverá ocorrer no âmbito educacional.
Cientes de que o processo de gestão escolar democrática acontecerá de forma processual e gradativa: ou seja, a mesmo ocorrerá  por etapas, há uma tendência camuflada  e indecorosa de retardar sua tão necessária implantação. Assim sendo, fica comprometido a participação atuante das famílias e dos demais segmentos sociais nas ações decisórias da escola.
Sendo sabedores da importância de uma gestão democrática imediata, para que se possa proporcionar um ambiente de trabalho  favorável a inovações, principalmente no que diz respeito ao processo de elaboração do Projeto politico Pedagógico é imprescindível que tenhamos gestores preparados e motivados, que se envolvam nas políticas educacionais, que sejam  sujeitos ativos que participem direta ou da ações processuais e corriqueiras da escola.  
Diante dos novos desafios do sistema educacional, é missão do gestor inteirar-se e integrar-se dos discursos e leis que regem a educação, para que possa  mobilizar todos os sujeitos da escola nas tomadas de decisões que irão nortear o trabalho escolar de forma democrática. Pois, para que isso aconteça, é imprescindível que os integrantes da escola   tenham  uma nova concepção e uma forma diferenciada de se trabalhar, ou seja, uma constante renovação na sua postura, para transmitir um conhecimento de nível elevado para preparar o aluno a ser criativo e pensante.
Questiona-se, portanto, o fato de não estarmos incentivando a participação ativa das famílias nos processos decisórios da escola, pois vemos que as famílias são constantemente comunicadas sobre as decisões e raramente  consultadas. Gerindo desta maneira  “facilita” o trabalho dos gestores, mas fere os princípios e mecanismo da democracia. Pois, para formar cidadãos críticos, comprometidos  com bem-estar coletivo, a escola deverá ser um espaço de livre articulação de idéias.
O Gestor educacional nas escolas publicas  não dá conta do tempo pedagógico escolar, há um abismo enorme entre planejar as ações do dia a dia escolar e as executá-las, a começar pelo currículo. Um exemplo disso é que se planeja para  inserir as letras do alfabeto gradualmente na vida das crianças, e esse alfabeto é colocado acima da lousa, ou seja nas paredes mais alta para que as crianças não o alcancem nem pegue-o. Quando se expõem o ao alcance da criança o mesmo vem ilustrado com gravuras que muitas vezes o aluno nem conhece; já vi em escolas da zona rural  a letra K ilustrada com a figura de kiwi fruta jamais vista pelas crianças da localidade.
Outro exemplo de que o currículo escolar está sendo mal gerenciado é se colocar no currículo da Educação Ambiental como disciplina das escolas sem se ter proposta curricular adequada. É sabido que nas escolas da zona rural quase  ninguém é formado em educação Ambiental e saem ensinando “qualquer coisa” sem conexão  com a realidade dos alunos e do mundo em que vivem. A escola preocupa-se em estudar o derretimento das geleiras enquanto as crianças não tem  sequer água potável, esgoto nem coleta de lixo, pois o lixo é jogado a céu aberto no interior. Portanto, é evidente que a escola deveria primeiro ensinar as crianças a cuidarem da água dos açudes e a trabalhar  lixo que eles mesmos produzem.
Tratar da educação das crianças de forma a prepará-las para que vivam em harmonia, para compreenderem a vida seria fundamental que a escola começasse trabalhando o que realmente é importante, o que se aplica no dia-a-dia, ou seja, deveria por no currículo o que realmente faz sentido para a vida. Para tanto é necessário que tenhamos um  Projeto Politico Pedagógico bem elaborado: Que não seja feito de qualquer maneira.  Lamentavelmente ainda se vê professores escravos do livro didático, muitas vezes apresentam experiências ocas e nocivas. Não quero aqui diminuir o valor do livro didático de forma alguma. No entanto, os livros ainda estão bastante diferentes da realidade e necessidade dos alunos.  Muito embora a escolha do livro nos dias de hoje já assuma um caráter mais aberto, ainda é muito limitado o poder de escola. Os guias ainda atrasam,  a quantidade de coleção ainda é muito pequena o que dificulta a leitura e isso acaba por comprometer a escolha destes. 
Em muitas de suas obras, percebe-se que Vasconcelos é categórico em afirmar que  a multiplicidade das tarefas desempenhadas pelo gestor  é em suma, a razão maior de sua dificuldade em compartilhar com os demais educadores a grande tarefa da (re) elaboração do Projeto Politico pedagógico. Uma outra intempérie em relação ao trabalho do gestor é aquele abominável estigma do gestor  visto como o “faz tudo  /  o apagador de incêndios” , responsável por resolver todos os problemas surgidos no dia a dia da escola, não lhe sobrando muito tempo para cuidar das afazeres pedagógico propriamente dito.. 
Destacamos também as afirmações de Vasconcelos quando deixa claro que é função do coordenador pedagógico (que na maioria das escolas é o gestor) acolher o professor em suas angústias, mas ser também um questionador, desequilibrador, provocador, desvelando para os professores as suas contradições e não acobertá-las, para que o professor reconheça as suas dificuldades e juntos professor e coordenador possam crescer enquanto grupo. Cremos que ao se portar   dessa forma, o gestor pedagógico estará de fato contribuindo para que o professor possa está revendo o seu trabalho, percebendo suas fraquezas e buscando soluções para superá-las, através de um trabalho de reflexão sobre suas práticas.
Lamenta-se que em respeito  à formação/ treinamento de gestores, nota-se que os discursos são muito bonitos, porém ainda não temos resultados satisfatórios neste sentido. Praticamente não há formação em serviço gratuita a todos os que gerem as escolas publicas, haja visto que quando estas acontecem nem todos são contemplados. E diante desta situação exclusivas alguns profissionais se submetem a cursos particulares muitas vezes mal gerenciados  que tem como objetivo principal “formar turmas”   pois pagam para estudar e isso enriquece o sistema capitalista, porém a maiorias destas instituições não levam em conta qualidade do ensino e sim a “ venda de diplomas”.
Portanto, para que todos tenham direito a educação de qualidade é necessário que as políticas educacionais sejam mais eficazes. A começar pela escolha / votação de gestores que não deveria ser feita de  qualquer jeito. È imprescindível que haja concurso público para que se possa compor o quadro de gestores, e após o ingressos dos profissionais concursados na educação o governo promovesse formações especificas para este fim.
Se os gestores assumissem seus respectivos cargos por meio de votação e ou prova de títulos e não apenas pela aptidão política complacente com a administração municipal, seria mais  fácil as escolas terem uma gestão democrática, pois, despidos do apadrinhamento político passariam a gerir dando mais ênfase a qualidade do ensino.
É válido ressaltar que, se os gestores continuarem  sendo apontados a dedo pelos governantes a maior preocupação, o compromisso e metas de avaliação  serão de cunho  eleitoreiro, para que ambos se mantenham no cargo.  
O gestor precisa entender e  fazê-los entender que a participação ativa de todos é uma excelente “ferramenta” para que tenhamos um bom projeto politico pedagógico, pois a elaboração, execução e avaliação coletiva deste documento é que garante qualidade na educação. 
Para fechar  discussão sobre o papel do gestor frente à construção do Projeto Politico Pedagógico, é valido conceber a ideia de que um bom gestor deve sempre gerir de forma democrática. Recebendo e tecendo   críticas construtivas sem rações emocionais intensas. Ressaltamos ainda a necessidade da construção do Projeto Político-Pedagógico acontecer de forma  coletiva, para que o mesmo possa favorecer a articulação da prática; E quando elaborado dessa maneira, pode-se dizer que houve a intenção de  resgatar o sentido humano, científico e libertador do planejamento.
Finalizamos este capítulo, chamando atenção do leitor para a concepção do trabalho do gestor, segundo Vasconcelos:
“... ao mesmo tempo em que acolhe e engrenda, deve ser questionador, provocador, animado e disponibilizando subsídios que permita o crescimento do grupo: tem portanto, um papel importante na formação dos educadores  ajudando a elevar o nível de consciência: tomada de consciência, passagem do “censo comum à consciência. filosófica”  ou criação de um novo patamar para o censo comum.  (2002, p.89)


















2.3 - A FAMILIA COMO PARCEIRA NA CONSTRUÇÃO DO PROJETO     
POLÍTICO PEDAGÓGICO 

            Diante do que pesquisamos e vivenciamos nos referenciais teóricos de elaboração dessa pesquisa, destacamos  como sendo fundamental para a prática educacional a necessidade de conhecer e incluir a família na elaboração das ações pedagógicas. Porém, é válido ressaltar que quando falamos em participação da família na escola, não estamos nos retratando  apenas a freqüência em reuniões e responsabilidades para com as lições  de casa. Estamos falando de participação ativa da família na construção do Projeto Politico Pedagógico.  Mas, será que a escola tem proporcionado às famílias a oportunidade de discutir questões de ordem político-pedagógica ou tem se atrelado a apenas “convidar” as famílias para ouvirem reclamações sobre o comportamento dos filhos? Será que o gestor entende realmente a importância da parceria familiar na fundamentação do Projeto Político Pedagógico e na busca pela qualidade da educação oferecida?  
            É certa que a inclusão das famílias nas ações pedagógicas traz vários beneficios a escola, logo essa prática não deve ser entendida como  “modismo” e sim como uma urgente necessidade.
            Para que o gestor desenvolva bem a sua função enquanto líder e mediador na construção do Projeto Politico Pedagógico se faz necessário que ele compreenda o que nos diz o Artigo 205 da  Constituição Federal:
A educação, direito de todos e dever do Estado e da Família, será promovida e incentivada peal sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para a cidadania e sua qualificação para o trabalho.
(Coleção proinfantil legislação 2006: p125)

Diante da citação exposta acima, percebemos o quanto é necessário incluir e acolher as famílias no âmbito escolar. Pois além de ser lei, o próprio ato de  inclusão e participação ativa das famílias na construção do o Projeto Politico Pedagógico, abre horizontes  para a democracia e qualidade na educação e também amplia as possibilidades de ação na prática e rotina escolar.  
            Se há gestão democrática na escola, nenhum sujeito é privado de sua liberdade. Todos têm o direito de opinar, elogiar e criticar, pois é nestas circunstâncias que se consolida a gestão democrática.
            Em nenhum momento podemos menosprezar a participação das famílias nos processos decisórios da escola, pois a mesma é a base da sociedade. Logo, já não se pode mais conceber a elaboração de um Projeto Político Pedagógico sem a participação ativa das famílias. Entretanto se faz  necessário que a escola seja capaz de incorporar e considerar a diversidade / pluralidade  em nível de participação,  como um instrumento por excelência que possibilita a instituição se (re) organizar, adotando concepção da realidade das famílias como aliada no processo de intervenção e transformação. E desta maneira, estaremos afirmando o conceito de liberdade proposto por Rosenfield:
A sua significação repousa, na criação de um espaço comum onde os homens se reúnem para deliberarem juntos sobre seus problemas coletivos, não somente sobre os grandes problemas do estado, mas sobre tudo o que diz respeito do bairro à escola e seus assuntos comuns. Somente assim podem os indivíduos desligar-se de seus negócios privados, intervindo na resolução dos problemas da coletividade.  (1994, p. 39):

Entretanto, para que as famílias sejam parceiras da escola se faz necessário que o gestor passe a investir mais esforços no sentido de que a o trabalho com as famílias possa ser ampliado e deixe de ser uma mera consulta e repasse de informações. Pois,  a verdade é que na prática ainda lhes é negado o direito de optar e expressar o que pensam sobre as ações escolares.
As famílias ainda são sujeitos passivos nos processo decisórios das instituições escolares. Mas, como já ressaltamos, trazer a família e a comunidade para a escola não significa apenas que estejam presentes, mas que sua voz seja ouvida e respeitada.
As coleções de estudo do programa PROINFANTIL 2006 nos asseguram que A escola é socialmente construída, constituída por pessoas, que, com seus elementos socioeconômico-culturais, vão moldando a instituição.  Logo podemos afirmar que a instituição também passa por mudanças, dependendo do momento histórico e da cultura na qual está inserida. A família, tal qual a escola, também é uma instituição socialmente construída, que passa por profundas transformações na sociedade atual, principalmente no tocante à sua estrutura, que vem se modificando, acompanhando as várias rupturas socioeconômico-culturais de cada época e modelo social. A partir desse conceito, entende-se que para que tenhamos um bom Projeto Político Pedagógico, cabe ao gestor escolar investigar como  famílias de nossos educandos  estão estruturadas, o que entendem sobre educação, sobre aprendizagem, sociedade e cultura. Pois, junto com as diferentes culturas de cada família, também convivemos com diferentes estruturas familiares.  E este é sem dúvidas um dos grandes desafios do gestor escolar.
Não há mais espaço para gestores com  mente pequena, visão limitada e que não saiba / queira  compreender e aceitar essas novas estruturas familiares da nossa sociedade.  Este desafio precisa ser aceito não só pelo gestor, mas por todos os membros da comunidade escolar  para que possam se aliar a estas famílias, incluindo-as nos seus projetos institucionais.
Se cremos que a educação escolar deve vincular se ao mundo de trabalho e a prática social, logo entendemos o quanto é importante a participação das famílias não só na construção do Projeto Político Pedagógico, mas em todos os assuntos discutidos no âmbito educacional. A esse respeito vejamos o que diz o Artigo 1º da LDB:
“A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.” (coleção proinfantil legislação 2006: p. 175)
Assim sendo, como dizer que dar pra gerenciar bem uma escola, se na referida escolar não tiver participação ativa das familias. O bom gestor sabe que a presença da família na escola  é sem dúvidas muito importante no direcionamento das ações da instituição, viabilizando a execução do  Projeto Politico Pedagógico da escola mesmo quando este ainda não foi formalizada num documento escrito.
            É válido afirmar que o modo como o gestor desenvolve seu trabalho depende, ainda, de como ele vive as relações entre a instituição e as famílias das crianças e do seu conhecimento de metodologias adequadas de trabalho. Essas aquisições, quando apropriadas pelo gestor são determinantes para a qualidade da educação, daí a importância de que esse profissional tenha uma formação adequada às tarefas que desempenha. É por isso que insistimos que o gestor  precisa ser competente e estar se formando continuamente, pois suas tarefas são complexas.
            É imprescindível que o gestor escolar esteja apto ao seu trabalho. Que saiba abordar com eficiência a importância da participação das famílias na construção do Projeto Politico Pedagógico, considerando ainda que os demais profissionais que atuam na escola, também mantêm contato com os alunos, razão pela qual precisam ser envolvidos nas discussões sobre a  melhor forma de educá-las. Esse é um aspecto que deve ser  bastante discutido para que se tenha uma participação ativa das família e  uma gestão escolar democrática.
            Salientamos, porém, que a um dos grande empecilhos para que ocorra a verdadeira efetivação da ação participativa das famílias na construção do projeto politico pedagógico é a própria forma como se estrutura atualmente a nossa sociedade.  Nos acostumamos a receber imposições prontas e acabadas sem qualquer questionamento, até mesmo em razão da trajetória histórica pela busca da democracia em nosso país, que não presumia ao longo dos tempos uma participação ativa e articulada baseada na coletividade. Neste sentido somos levados a lutar por uma participação ativa e democrática das famílias no âmbito escolar, pois como afirma  Rosenfield (1994, p. 46): “... se o cidadão se vê reduzido a dizer sim ou não a algo que lhe é imposto como escolha, ele termina por perder sentido da comunidade”.
            Diante de tudo que já fora exposto neste texto, devemos entender que o contato das famílias com a escola deve ser um pressuposto básico para a elaboração do Projeto Politico Pedagógico, haja vista a necessidade de a escola desenvolva ações de ensino que se articulem com a diversidade cultural familiar. Assim sendo, cabe a escola traçar metas que possibilitem a participação da família acontecer de maneira mais eloqüente. Que esta não aconteça apenas como sendo um convite, mas que  este convite ultrapasse um mero chamado ou convocação; que seja realmente constituído um espaço de trocas e de responsabilidades partilhadas. Neste processo é fundamental que a família também  assuma esse lugar de construtor, implementador e avaliador(a) do trabalho educativo da instituição, ou seja, do Projeto Politico Pedagógico.
            Com a intenção de estreitar os laços entre a instituição e a família, cabe a escola organizar atividades quearticulem a família nas questões político-pedagógicas da escola, enquanto instituição integrada e integrante da sociedade requer posicionamento político e adesão a uma proposta de educação democrática em favor dos interesses de uma maioria.
            Não há como ignorar o grau de participação da família enquanto instituição social nas tomadas de decisão da escola, que exercendo hoje o papel de formadora da sociedade deve estar aberta às questões de ordem coletiva que atingem a comunidade extra-escolar. Entretanto precisa ficar esclarecido que ao convidar a família a participar do processo de decisões relacionadas  às questões político-pedagógicas, não significa transferir responsabilidades, isentando a escola de seu papel. Pois, se assim fizermos, estaremos decretando nossa ineficiência diante de nossa função.  
           
            Concordamos com LOPES, MENDES e FARIA (organizadoras das coleções de estudo Proinfantil) quando afirmam que ”abrir-se à participação das famílias exige da instituição de ensino um contínuo exercício de revisão de seus princípios e de suas ações.” Para nos fazer entender como se deve acontece esse processo,  é necessário  o gestor procurar entender as razões pelas quais as famílias muitas vezes não participam das atividades desenvolvidas escola. Levantamos alguns questionamento que devem ser refletido com bastante criticidade: será que as famílias são ouvidas nas suas sugestões, reclamações, dúvidas, inseguranças? São respeitadas as impossibilidades de participação nos convites para reuniões e festas? Será que paramos para pensar que, assim como escola as famílias têm as suas especificidades e os seus limites, a família, e muitas vezes, não têm condições de atender às solicitações escola?
            Nos dias atuais é impossível falar em participação da família nas atividades escolares, sem fazer alusão a cartilha Educar é tarefa de todos nós: um guia para a família participar, no dia-a-dia, da educação de nossas crianças (Brasil, 2002); publicada pelo  o MEC (Ministério da Educação e Cultura) bem como ao Dia da família na escola, atividades recentemente criadas no intuito de motivar a participação das famílias nas atividades escolares. Esta iniciativa representa a preocupação das autoridades educacionais do país em provocar tais discussões em torno da participação da família na escola.
                                              
3– CONCLUSÃO  

            Depois deste longo percurso estudado podemos ter clareza da complexidade e da importância da função do gestor frente à construção do  Projeto Politico Pedagógico no âmbito educacional. Mais do que sistematizar e disponibilizar ferramentas,  esperamos, de alguma forma, poder estar colaborando para superar dificuldade e apontar caminhos, a fim de fazer do processo de construção do Projeto Politico Pedagógico um Marco na gestão escolar.
            Como vimos, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional incumbiu os estabelecimentos de ensino de elaborarem as propostas pedagógicas, dando aos(as) professores(as) e as famílias a responsabilidade de participarem de sua elaboração. Logo podemos reafirmar diante de tudo que discutimos nos capítulos anteriores  deste texto, que elaborar, implementar e avaliar uma proposta pedagógica é tarefa de toda a instituição e não só do gestor.
            Ressaltamos ainda, o quanto a participação da família das crianças e de outros parceiros da comunidade é fundamental para que se trabalhe numa perspectiva democrática. Portanto, é dever do gestor trabalhar nessa perspectiva estabelecendo relações de parceria, fazendo com que todos se sintam responsáveis pelo processo educativo desenvolvido na instituição.
            A construção democrática do Projeto Politico Pedagógico é tarefa de todos. Mas cabe ao gestor como líder maior organizar a escola no sentido de criar canais de participação e organização dos espaços e tempos para desenvolver esse trabalho. Para que o Projeto Politico Pedagógico seja legitimado por todos os envolvidos e reconhecido como instrumento norteador da praxe pedagógica é necessário que todos possam discutir, opinar, decidir, propor e acompanhar ativamente seu processo de construção.
            Diante do exposto é possível compreender a complexidade da formulação de um Projeto Politico Pedagógico, pois mesmo considerando a intencionalidade da construção coletiva percebe-se o desafio do seu funcionamento. Fica evidente a difícil tarefa do grupo docente e do gestor escolar ao cumprir as determinações legais e de cronograma e ainda instituir um diálogo aberto com a hierarquia, um caminho a ser construído.
            Esperamos que as leituras e discussões realizadas ao longo dessa pesquisa, proporcione a todos os envolvidos na temática abordada uma melhor compreensão da importância da construção coletiva desse documento para a definição do trabalho pedagógico na sua instituição. Pois, como diz José Saramago são os sujeitos envolvidos com o processo educacional nas escolas que vão “inventando os encartes da vida” na escolar.
            As discussões que  levantamos neste texto tinham como principal  objetivo discutir o significado da gestão democrática e sua articulação com a formação e a prática dos gestores, a integração e a importância de cada sujeito envolvido no fazer pedagógico; assim como a maneira pela qual se deve avaliar o processo educativo uma perspectiva democrática.
            Queremos deixar claro que para que o gestor escolar  possa gerir de forma democrática, basta que ele exercite sua autonomia, ou seja, a capacidade de refletir e agir diante de suas próprias opiniões, e faça com  que as pessoas se conscientizem de que uma instituição educacional não deve ser um espaço para o exercício de poder, mas sim um lugar onde as pessoas se unem em torno de objetivos comuns..
            A democracia escolar não se faz de um dia para o outro, ma nas ações corriqueiras e  persistentes, a partir do modo como as pessoas se relacionam e se organizam. O trabalho coletivo na escola requer uma ação compartilhada pela equipe escolar. É nesse compartilhar de idéias e perspectivas educacionais que o projeto pedagógico vai tomando corpo e se estruturando como identidade da escola.
            Como dizia  Paulo Freire, ao contrário de uma educação centrada na figura de poder dos dirigentes e coordenadores, a gestão participativa deve ser construída num trabalho conjunto daqueles que lidam com os educando, participando de um processo contínuo de formação-ação. Esse processo é contínuo, fundamentado numa educação democrática, solidária, criativa, emancipatória, que reconhece as diferenças, cria a possibilidade de resgatar no múltiplo, na diversidade, o que é universal, ou seja, aqueles interesses e ideais que são comuns a todos os envolvidos na educação.
            O gestor escolar  não deve ser mero executor de funções previamente estabelecidas, pelo contrário, deve ser alguém que pensa a sociedade em que vive, tem opinião própria e é capaz de ser mediador na formação do corpo discente e docente da instituição onde trabalha.
            A função do gestor no processo de construção do Projeto Politico Pedagógico tem especificidades que exigem deste e da própria instituição conhecimentos específicos que levem a responder o porquê, para quê, como e para quem fazemos a Educação. Portanto a elaboração, implantação, vivencia e reflexão sobre este documento tornam se excelentes ferramentas para a inovação da prática pedagógica.
            Esperamos ter contribuído com o trabalho do gestor / educador, ajudando-os nesta tão complicada, urgente e essencial tarefa, que tem como missão maior transformar a prática, na direção de uma praxe  mais significativa, crítica, criativa e duradoura, como mediação para a construção da cidadania, na perspectiva da autonomia e da solidariedade. Esperamos ainda que a partir de agora a função do gestor frente a construção do Projeto Politico Pedagógico deixe de ser visto como uma função burocrática, formalista e autoritária, e seja assumido como forma de resgate do trabalho, de superação da alienação, de reapropriação da existência educacional.




4- REFERÊNCIAS

BRASIL, MEC. Secretaria de Educação Fundamental. Educar é uma tarefa de todos
nós: um guia para a família participar, no dia a dia, da Educação de nossas crianças.
Brasília: Assessoria Nacional do Programa Parâmetros em ação, 2002.

Coleção proainfantil: Legislação: Constituição Federal, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Estatuto da criança e do Adolescente e Plano Nacional da Educação / programa de Formação Incial para Professores em exercício na Educação Infantil. – Brasilia; Ministerio da Educação, Secretaria da educação Básica; Secretaria da educação a Distancia, 2006. 336p.
LÜCK, H. A escola participativa: o trabalho do gestor escolar. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005.
_______. Concepções e processos democráticos de gestão educacional. Série: Cadernos de gestão, vol. II, Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.

_______. A gestão participativa na escola. Série: Cadernos de gestão, vol. III, Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.

GADOTTI, Moacir. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre, Ed. Artes Médicas, 2000.

_______. Escola cidadã: uma aula sobre a autonomia da escola.São Paulo: Cortez, 1992.

______. Organização do trabalho na escola: alguns pressupostos. São Paulo: Ática, 1994.


LOPES, Karina Rizek;  MENDES Roseana Pereira e FARIA de, Vitória Líbia Barreto organizadoras. Livro de estudo: Módulo III /(Coleção PROINFANTIL; Unidade 4) – Brasília: MEC. Secretaria de Educação Básica. Secretaria de Educação a Distância, 2006. 62p.
VASCONCELOS, Celso dos Santos. Coordenação do trabalho pedagógico: do projeto político-pedagógico ao cotidiano da sala de aula. 5ª edição. Libertad Editora, São Paulo, 2004.
_____________________Coordenação do trabalho pedagógico: do Projeto Político-
Pedagógico ao cotidiano da sala de aula. 6ª Ed. São Paulo: Libertad Editora, 2006.


____________________ Planejamento: Projeto de Ensino-Aprendizagem e Projeto
Político-Pedagógico – elementos metodológicos para a elaboração e realização. 15ªEd. . São Paulo: Libertad Editora, 2006.


___________________ Sobre o Papel da Supervisão Educacional Coordena-ção Pedagógica. In: VASCONCELOS (org.) Coordenação do Trabalho Pedagógico: do projeto político-pedagógico ao cotidiano da sala de aula. 10ª ed. São Paulo: Libertad, 2009
____________________. Planejamento: plano de ensino-aprendizagem e Projeto Educativo. São Paulo, Libertad, 1995.

VEIGA, Ilma Passos Alencastro. (Org.) Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível. 23. ed. Campinas: Papirus, 2001.
_______ . Escola: espaço do projeto político-pedagógico. 4. ed. Campinas: Papirus, 1998.

ROSENFIELD, Denis L. O que é democracia. 4. ed. São Paulo: ed. Brasileira,1994.
(Coleção primeiros passos)

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